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Alergia e Imunologia


Imunodeficiências primárias atingem um a cada 10 mil recém-nascidos

15/11/2018

Com uma nova tecnologia, já presente no Brasil, é possível identificar pelo Teste do Pezinho grupo com cerca de 50 doenças que afetam gravemente o sistema imune, com destaque para Imunodeficiência Grave Combinada SCID e agamaglobulinemia. Por enquanto, apenas hospitais particulares contam com essa tecnologia.

As estatísticas apontam que para cada 10 mil recém-nascidos um apresentará alguma doença associada às imunodeficiências primárias (IDPs), que ocorrem em pessoas nascidas com o sistema imunológico deficiente em algum setor e manifestam-se por meio de infecções comuns como otites, pneumonia, sinusites, entre outras. São mais de 300 doenças diferentes e, por isso, a prevalência varia muito.

O Coordenador do Departamento Científico de Imunodeficiências da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Antônio Condino Neto, que será palestrante durante a 45ª edição do Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, com o tema "Ações Públicas em Saúde", explica que há um levantamento, que vem sendo feito nos últimos anos, para identificar os indivíduos com IDPs, já que cerca de 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados.

"Registramos nos últimos anos cerca de 8 mil casos de imunodeficiência na base da Sociedade Latino Americana de Imunodeficiências. Cerca 60% casos são defeitos de anticorpos", explica ele, que ressalta as ações públicas que ainda precisam ser tomadas em relação às IDPs, como implantar a triagem universal de Imunodeficiências, incorporar no Sistema Único de Saúde (SUS) e na Agência Nacional da Saúde (ANS) o tratamento subcutâneo de Imunoglobulinas e implantar testes genéticos para essas doenças. "É preciso ampliar a rede de transplante de medula para cura dos casos e intensificar as campanhas educativas, que atinjam médicos, profissionais da saúde e população em geral, visando o diagnóstico precoce.

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Adultos

Duas ou mais novas otites por ano;

Duas ou mais novas sinusites no período de um ano, na ausência de alergia;

Uma pneumonia por ano;

Diarreia crônica com perda de peso;

Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas);

Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção;

Abcessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos;

Monilíase persistente ou infecção fúngica na pele ou qualquer lugar do corpo;

Infecção por micobactéria da tuberculose ou atípica;

História familiar positiva de imunodeficiência.



Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Crianças

Duas ou mais pneumonias no ano;

Quatro ou mais otites no último ano;

Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses;

Abcessos de repetição ou ectima;

Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);

Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica;

Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune;

Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria;

Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência;

História familiar positiva de imunodeficiência.


"Alergia e Imunologia na Era da Medicina de Precisão" é o tema central do 45º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, organizado pela ASBAI.


Fonte: ASBAI



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