IOSC - Instituto de Olhos Santa Catarina S/S
Responsabilidade Técnica IOSC
Dra. Leda das Neves Almeida Sandrin
CRM 6039 / SC / RQE 1496

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IOSC Vacinas e Centro de Infusão de Imunobiológico


VACINA MENINGOCÓCICA B

17/09/2021

O que previne:
Meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo do tipo B.

Do que é feita:
Trata-se de vacina inativada, portanto, não causa infecção. É composta por quatro componentes (três proteínas subcapsulares e vesículas da membrana externa do meningococo B), além de hidróxido de alumínio, cloreto de sódio, histidina, sacarose e água para injeção.

Indicação:
●Para crianças e adolescentes, conforme recomendações das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Imunizações (SBIm).
●Para adultos com até 50 anos, dependendo de risco epidemiológico.
●Para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.
●Para pessoas de qualquer idade com doenças que aumentem o risco para a doença meningocócica.

Contraindicação: Pessoas que tiveram anafilaxia após uso de algum componente da vacina ou após dose anterior.

Esquema de doses:
●Para crianças, as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam o uso rotineiro de duas doses e um reforço da vacina meningocócica B: aos 3 e 5 meses de vida e entre os 12 e 15 meses. O esquema, no entanto, pode variar de acordo com a idade de aplicação da primeira dose. Se a criança fizer a primeira dose da meningite entre 3 e 11 meses, necessitará de duas doses com intervalo de 2 meses entre as doses, com reforço entre 12 e 15 meses. Se a criança fizer a primeira dose da vacina contra meningite B entre 12 e 23 meses, também haverá intervalo de 2 meses entre as doses, com dose de reforço de 12 a 24 meses da última dose.
●A partir dos 24 meses, continuam sendo duas doses de vacina, com intervalo de um mês, sem necessidade de reforço.
●Para adolescentes não vacinados antes, a SBP e a SBIm recomendam duas doses com intervalo de um mês.
●Para adultos com até 50 anos, em situações que justifiquem: duas doses com intervalo de um mês.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:
●A administração de paracetamol antes ou logo após a vacinação pode reduzir o risco de febre e não interfere na resposta imune à vacina.
●Não são necessários outros cuidados especiais antes da vacinação.
●Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
●Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
●Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
●Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
●Evitar aplicação simultânea com as vacinas tríplice bacteriana, pneumocócica conjugada, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B, para reduzir chance de febre alta após a vacinação.
●Pode ser aplicada no mesmo momento em que as vacinas meningocócicas ACWY ou C.

Efeitos e eventos adversos:
●Em crianças menores de 2 anos, febre alta com duração de 24 a 28 horas pode ocorrer em mais de 10% dos vacinados. Quando a vacina é aplicada junto com a tríplice bacteriana acelular, pneumocócica conjugada, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B, esse percentual aumenta para 69% a 79%. Por isso é preferível não aplicá-las no mesmo dia.
●Em crianças até 10 anos, em mais de 10% dos vacinados acontecem: perda de apetite; sonolência; choro persistente; irritabilidade; diarreia; vômitos; erupções na pele; sensibilidade no local da aplicação e ao movimentar o membro onde foi aplicada a vacina; reações locais (dor, calor, vermelhidão, inchaço). Em 0,01% a 0,1% ocorrem urticária e outras reações alérgicas. Até o momento não foi observada anafilaxia.
●Em mais de 10% dos vacinados com mais de 11 anos ocorre cefaleia; náuseas; dor nos músculos e articulações; mal-estar e reações locais, como inchaço, endurecimento, vermelhidão e dor. A dor pode ser muito intensa, atrapalhando a realização das atividades cotidianas. Não é conhecido o risco para anafilaxia, e reações alérgicas graves não foram verificadas durante os estudos com a vacina.
 


Fonte: IOSC



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