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INFORMATIVOS Endocrinologia

DIABETES: doença silenciosa e crônica que evolui ao longo dos anos.



Segundo dados da Federação Internacional do Diabetes (IDF) publicados em 2019 mais de 16,8 milhões de brasileiros são portadores de diabetes mellitus. Trata-se de uma doença crônica silenciosa, caracterizada pela elevação da glicose (açúcar) na corrente sanguínea levando a hiperglicemia. O fato de ser silenciosa, além de elevada prevalência, justificam a tese de que grande parte dos portadores desconhecem o diagnóstico, o que traz muita preocupação aos profissionais de saúde.

O Brasil ocupa o 1º lugar no ranking de prevalência da patologia da América Latina e figura na 5ª posição mundial.
Para esclarecer dúvidas sobre a doença, a Medicina Preventiva Espaço Viver Bem da Unimed Chapecó promoveu, nesta semana, Live Diabetes com a endocrinologista e médica cooperada Dra. Fabiana de Souza Barcala. A iniciativa faz parte da campanha Cuidado Infinito da cooperativa médica e também marca o Novembro Diabetes Azul, criado para fomentar ações e discutir sobre esse grave problema de saúde pública.

A médica explicou sobre os principais fatores de risco, as possíveis complicações e o impacto da mudança de hábitos de vida para os pacientes com pré-diabetes ou com o diagnóstico manifesto. Existem dois grandes tipos, pois os outros são mais raros, além da diabetes mellitus gestacional. A diferenciação é muito importante, sendo o tipo 2 o mais comum, acometendo principalmente pessoas a partir dos 40 anos de idade. Contudo, temos observado um crescente número de crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 decorrente dos níveis crescentes de obesidade, inatividade física e má alimentação. Já o tipo1, corresponde a 10% dos casos, possui origem autoimune (produção de anticorpos contra o pâncreas), levando a destruição das células pancreáticas produtoras de insulina, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes, comentou.

Os pacientes na fase pré-diabates estão submetidos aos mesmo riscos a longo prazo do que as pessoas com o diagnóstico estabelecido. De acordo com a Dra. Fabiana, com a mudança do estilo de vida é possível retardar as complicações ou evitar o estabelecimento da doença. Para o rastreamento precoce é necessário reconhecer alguns fatores de risco como:
- Histórico familiar (porque tem um componente genético);
- Faixa etária (a partir dos 40 anos);
- Sobrepeso ou obesidade;
- Sulheres que tiveram diabetes gestacional ou com filhos acima de 4 kg;
- História de hipertensão arterial;
- Diagnóstico de pré-diabetes;
- Elevação do colesterol e dos triglicerídeos, ressaltou a Dra.

As principais complicações são micro e macrovasculares. 
Segundo a profissional, as complicações microvasculares referem-se ao acometimento ocular conhecido como retinopatia diabética, que podem ou não ocasionar cegueira. Outra complicação possível é a neuropatia diabética periférica que pode causas sintomas como: formigamento, diminuição da sensibilidade dos pés podendo evoluir para o pé diabético e amputação, além da nefropatia diabética, alteração renal que leva a dificuldades na filtração do sangue, ocasionando perda progressiva da função renal, determinando a necessidade de terapia renal substitutiva (hemodiálise).

As complicações macrovasculares representam a principal causa de morte e compreendem as doenças cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, AVC). Infelizmente a presença de diabetes mellitus aumenta em pelo menos duas a quatro vezes o risco de incidência de doenças cardiovasculares, além de torná-las mais graves, alertou a médica. O acompanhamento dos pacientes vai além do controle glicêmico e deve estar voltado também a prevenir e tratar as doenças cardiovasculares.

Outra preocupação é com relação à obesidade. Os hábitos de vida levam ao maior consumo de alimentos ultraprocessados, aqueles produzidos pela indústria com a adição de múltiplos ingredientes como, por exemplo, açúcares e gordura hidrogenada com o objetivo de torná-los mais palatáveis e com maior durabilidade. Dessa forma esses alimentos acabam por conferir estímulos que os alimentos in natura não conseguem ofertar: o hipersabor, ativando diretamente o sistema de recompensa cerebral (fica muito mais fácil de perder o controle e ingerir em maior quantidade, argumentou a médica).

Segundo a médica endocrinologista, o diagnóstico e o tratamento precoce impactam muito para evitar a progressão e o surgimento de complicações. Como toda doença crônica, o desafio do bom controle envolve motivação, acesso às informações com embasamento científico e seguimento multiprofissional. Focar em uma vida ativa e saudável deve ser a meta de todos os que buscam qualidade de vida, finalizou. (MB Comunicação).

Fique atento! Clique aqui e faça o Pré-agendamento da sua consulta com a nossa especialista em Endocrinologia a Dra. Fabiana de Souza Barcala (CRM: 9521/SC / RQE: 15227)

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Fonte: UNIMED CHAPECÓ





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