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Olho Seco e Covid-19: Saiba mais sobre as alterações que podem surgir nos olhos




Você sabia que os olhos podem sinalizar o risco de contaminação da Covid-19?

Pesquisa recente aponta que: "Olho seco e dor nos olhos são as alterações mais frequentes".

O estudo realizado por pesquisadores da Anglia Ruskin University (Reino Unido), com 83 participantes, revela que o olho seco atingiu 23% dos participantes na pré-covid, prevalência que caíu para 14% durante a infecção. Já a prevalência da dor nos olhos foi de 16% duranrte a contaminação pelo coronavírus, bem maior que na pré-covid.

A prevalência de olho seco apontada no estudo é quase o dobro dos 12% que atinge a população brasileira, na proporção de três mulheres para cada homem. Não por acaso, nas últimas semanas em que os casos de Covid-19 explodiram no País, o atendimento de pacientes com queixa de ressecamento nos olhos também aumentou.







Os principais sintomas do olho seco são:
  • Coceira;
  • Vermelhidão;
  • Sensação de areia nos olhos;
  • Visão embaçada.
Nem todos com estes sintomas vão contrair Covid-19. Mas, a lágrima é essencial para evitar que o coronavírus e outros micro-organismos penetrem nos olhos.

Gatilhos na pandemia

O uso abusivo do ar-condicionado nesta época do ano também afeta. Isso porque, além de facilitar a evaporação do filme lacrimal, o confinamento em ambientes climatizados por equipamentos domésticos que não trocam o ar do lugar facilita proliferação do coronavírus. Portanto, durante a pandemia a regra para usar climatizadores domésticos que não trocam o ar é manter janelas e portas abertas para evitar a Covid-19.

Outro gatilho do aumento do olho seco na pandemia é o maior uso do computador, tablet ou celular. Portanto, atinge da infância à terceira idade, mas é maior conforme a idade avança.

O uso das telas digitais por mais de duas horas provoca o ressecamento da lágrima em 75% dos brasileiros com 40 anos de idade. Acima desta idade chega a 90%. Já dos seis aos nove anos atingiu 30% de 360 crianças que chegavam a ficar até seis horas olhando para uma tela.

Na infância o maior problema com as telas digitais é o aumento da miopia. Neste grupo saltou dos 12% apontados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), para 21%. Isso acontece porque até oito anos o olho está em desenvolvimento e o excesso de esforço visual para perto causa uma contração dos músculos do olho que perdem a capacidade de relaxar para enxergar à distância. É uma miopia transitória que pode ser corrigida com pausas a cada meia hora de tela e pelo menos duas horas/dia de atividades ao ar livre. Isso porque, o sol aumenta a produção da dopamina, hormônio do bem estar que inibe o crescimento do eixo visual, maior em pessoas míopes.

Em 2021 deve chegar ao Brasil uma lente que tem como proposta reduzir a progressão da miopia em crianças.


Tratamento

A última palavra em tratamento de olho seco é a luz pulsada. O tratamento é indolor, reduz o desconforto nos olhos e o uso de colírio lubrificante. Isso porque, tem efeito duradouro que pode ser sentido desde a primeira aplicação. A luz pulsada, explica, desobstrui uma pequena glândula na borda da pálpebra. 

A desobstrução melhora a produção da camada gordurosa da lágrima que evita sua evaporação. O estudo publicado no Reino Unido sugere que manter a boa lubrificação dos olhos é o primeiro passo para prevenir a Covid-19.

Veja algumas dicas que o IOSC preparou para você: 






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Fonte: IOSC Hospital Dia - Com informações Portal da Oftalmologia





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