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INFORMATIVOS Neurologia

Coronavírus e Sintomas Neurológicos. Isso é possível?



Artigo escrito por Dra. Deborah Martins - Neurologista IOSC Hospital DIA
CRM: 24946 / RQE: 16914).

Em dezembro de 2019 o mundo foi pego de surpresa por uma variante nova do sars-cov ainda não vista em humanos e alardeou a comunidade cientifica do planeta inteiro a cerca de quais manifestações clinicas esse vírus poderia causar e quais seriam as repercussões a nível mundial na saúde. Não demorou muito e logo a infecção atingiu níveis globais sendo então declarada uma pandemia pela OMS em março de 2020. Até então, o que sabíamos do vírus era algo bem pouco e restrito a observações do comportamento de outros coronavirus já existentes na natureza. Dúvidas a cerca de sua transmissão, infectividade, letalidade, sintomas clínicos e complicações eram frequentes nas rodas boemias cientificas do mundo inteiro. Supunha-se ser um vírus que causava complicações respiratórias e quadros pneumônicos graves eram relatados enquanto a pandemia se alastrava.






O ano de 2020 foi atípico, e jamais se viu tantos artigos e estudos científicos serem produzidos e publicados tão rápido afim de ajudar a classe medica do mundo inteiro no combate ao vírus. À medida que o tempo passava, observações clinicas eram feitas ajudando a nortear e guiar aqueles que estavam no front do combate à pandemia. Vimos que o mesmo causava muito mais que sintomas respiratórios e observamos que o vírus poderia desenvolver sinais e sintomas em diversos órgãos como coração, intestino, sistema endócrino, sistema pulmonar e claro, sistema nervoso central e periférico. Observamos também um comportamento semelhante ao vírus Chikungunya onde uma parte dos infectados desenvolveram sintomas crônicos como síndrome da fadiga crônica e artralgias.

Ora, um vírus tão complexo, com mecanismos de infectividade tão diversos, não era de se surpreender causar tantas repercussões em vários órgãos e sistemas. 
 
Não é novidade que os vírus têm tropismo pelo sistema nervoso isto é, afinidade. O vírus da herpes, HIV, febre amarela, sarampo e H1N1 são velhos conhecidos do sistema nervoso central. Ao longo dos meses, com a pandemia do Sars- Cov2, presenciamos os diversos sintomas neurológicos dentre eles: dor de cabeça, perda do olfato e paladar, Síndrome de Guillain e Barré, acidente vascular cerebral isquêmico e hemorrágico, tromboses de seios e encefalopatias. O mecanismo de envolvimento neurológico do Sars-Cov 2 ainda precisa ser elucidado, mas é provavelmente heterogêneo e multifatorial, incluindo envolvimento direto do cérebro pelo virus, fatores autoimunes, inflamação ("tempestade de citocinas"), drogas e seus efeitos colaterais, distúrbios metabólicos e neuropatia de cuidados intensivos.

Os dados de Wuhan mostram que a maioria das complicações tem início precoce, sugerindo que o envolvimento direto do sistema nervoso pelo vírus seja um fator importante.
Algo muito valioso podemos concluir disso.

 
  1. Primeiro, a síndrome gripal não é a única manifestação! Isso porque já descobrimos que o vírus penetra no organismo usando várias "portas" e essas mesmas "portas" estão presentes em várias células e órgãos do corpo humano, daí a variabilidade clínica.
     
  2. Segundo, uma única medicação provavelmente não será capaz de parar o vírus. Esse microrganismo já demonstrou usar várias ferramentas para abrir as portas então nada mais logico do que imaginarmos várias medicações agindo de forma sinérgica para impedir que ele abra as portas e assim evitar o desenvolvimento da doença. Agora, se essas mesmas medicações irão diminuir os quadros neurológicos, apenas o tempo dirá.
     
  3. Terceiro, apesar de não termos dados com associação estatisticamente significativa entre AVC e mortalidade, intuitivamente pensa-se que pacientes com COVID-19 que desenvolvam síndromes vasculares como avc isquêmico, hemorragias e tromboses têm pior prognóstico pois essas síndromes estão associadas à fase trombogênica da doença.
     
  4. Quarto, é de se pensar que doenças neurológicas pré-existentes aumentem o risco de complicações graves como insuficiência respiratória. Apesar de também não termos evidências sobre esses dados, pode-se argumentar que as condições associadas a problemas respiratórios (por exemplo, miopatias graves, neuropatias, distúrbios da junção neuromuscular), bem como doenças degenerativas, como doença de Parkinson avançada (DP), tornam os indivíduos propensos a um curso mais maligno de COVID-19.
     
  5.  E quinto, e não menos importante, suspeitar da doença quando o paciente inicia com apenas quadro neurológico é um desafio mas, dentre o rol de diagnósticos diferencias neurológicos (e demais sistemas também) deve-se pensar em COVID!

Fique atento!👀 Use máscara, 𝙨𝙖𝙡𝙫𝙚 𝙫𝙞𝙙𝙖𝙨!

#𝐕𝐢𝐯𝐚𝐌𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫 - O Nosso 𝐎𝐥𝐡𝐚𝐫 está em Você!

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Fonte: Dra. Deborah Martins (CRM: 24946 / RQE: 16914)





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